Combate à Polio

24/10 – Dia Mundial de Combate à Poliomielite: 25 anos de eliminação!

O dia 24 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Poliomielite. A data foi estabelecida pelo Rotary Internacional para celebrar o nascimento de Jonas Salk, líder da primeira equipe que desenvolveu uma vacina contra a poliomielite. Existem duas vacinas contra a poliomielite: a VPO (vacina pólio oral) ou Sabin, também conhecida por ser a vacina da gotinha; e a VIP (vacina inativada pólio) ou Salk, administrada por via intramuscular. As vacinas são conhecidas pelos nomes dos cientistas Jonas Salk e Albert Sabin, que desenvolveram as duas modalidades de imunizantes para a pólio.

A poliomielite é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus (inicialmente dos sorotipos 1, 2, 3, dos quais apenas o de tipo 1 continua circulando), podendo infectar crianças e adultos por via fecal-oral (através do contato direto com as fezes ou com secreções expelidas pela boca das pessoas infectadas).

Os casos de poliovírus selvagem diminuíram em mais de 99% desde 1988, quando foram estimados 350 mil casos em mais de 125 países endêmicos. Em 2018, foram notificados 29 casos. Em 2017, foram 22. Das três cepas de poliovírus selvagem (tipos 1, 2 e 3), o poliovírus selvagem tipo 2 foi erradicado em 1999 e o de tipo 3 foi declarado erradicado em 2019.

Toda esta conquista se deve ao uso das vacinas e a relização de campanhas de imunização. Em 1994, a região das Américas foi a primeira no mundo a ser certificada como livre da pólio. No momento, há apenas dois países – Paquistão e Afeganistão – onde o poliovírus selvagem ainda circula. O Brasil recebeu o certificado de eliminação da pólio em 1994. A estratégia adotada para a eliminação do vírus no país foi centrada na realização de campanhas de vacinação em massa com a vacina oral contra a pólio.

Até que a poliomielite seja erradicada no mundo (como ocorreu com a varíola), existe o risco de um país ou continente ter casos importados e o vírus voltar a circular em seu território. Para evitar isso, é importante manter as taxas de cobertura vacinal altas e fazer vigilância constante, dentre outras medidas.

 

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